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Férias Baratas, as dicas da DECO

Contrair um crédito para viajar nunca é boa opção. A Deco dá algumas dicas para planear férias mais baratas.

Muitas famílias têm um orçamento limitado, o que dificulta as escolhas nas férias. O ideal é poupar o máximo para pagar as despesas a pronto ou socorrer-se de meios de pagamento sem juros. Se, mesmo assim, não consegue reunir dinheiro para a viagem de sonho e pondera recorrer ao crédito, a análise da Deco destaca as soluções mais baratas.

 

Viajar com taxa zero
Sobretudo na altura do Verão, as agências de viagens multiplicam-se em ofertas de pacotes de férias. Se encontrou o que procurava e a agência não cobra juros pelo pagamento em prestações, esta pode ser uma boa opção.

Da visita que a Deco fez a oito agências, apenas duas concedem crédito sem juros nem comissões, até 12 meses: Abreu e Geostar. Mas ambas têm limitações. Na Abreu, o empréstimo só é válido para viagens organizadas; na Geostar, apenas para pacotes turísticos e cruzeiros. Além disso, a Abreu exige uma entrada de 25%. A Best Travel também dispõe de uma modalidade de pagamento através de cartão de crédito, que garante ser com taxa zero. Contudo, cobra comissões de 15 euros até 1.000 euros e de 25 euros para montantes superiores. Na prática, o que anuncia como taxa de juro 0, traduz-se numa TAEG de 7% para 1.500 euros a cinco meses. Já agora, fique atento ao preço das viagens: taxa de juro 0 nem sempre é sinónimo de pacote mais barato. Antes de contratar, pergunte o preço em várias agências e faça contas.

Alguns bancos e sociedades financeiras para aquisição a crédito (SFAC) também concedem créditos para viagens, mas quase nunca compensam. Como mostra o quadro abaixo, regra geral, os prazos e montantes até são mais elevados do que nas agências, mas as taxas de juro também. Outra forma de fazer férias sem juros é usar o cartão de crédito e liquidar a dívida nos 20 a 50 dias seguintes. Contudo, esta modalidade fica limitada ao valor do crédito disponibilizado pelo banco ('plafond'). Caso o seu cartão tenha programa de ‘cash-back', recebe uma percentagem da despesa. A maioria associa também pacotes de seguros, que cobrem alguns imprevistos. As coberturas mais importantes são assistência em viagem, despesas de tratamento e acidentes pessoais.

 

Créditos em conta
Se pretende um destino mais caro que nem a agência nem o cartão permitem pagar sem custos acrescidos e pondera a hipótese de recorrer ao financiamento, considere alternativas com juros. Se precisa de um valor reduzido (até 1.500 euros, por exemplo), e prevê pagar a dívida no prazo de três a seis meses, o cartão de crédito é uma boa opção. Os cartões analisados cobram, em média, 25,2% por um empréstimo de 1.500 euros a 12 meses (cenário definido por lei). Os mais baratos são o Millennium bcp M e o DECO-Unicre, exclusivo para associados: o primeiro cobra até 14,3% e o segundo 9,9%, para o mesmo montante e prazo. A conta-ordenado é uma alternativa ao cartão, mas o crédito disponível tem um valor idêntico ao do vencimento e o cliente começa a pagar juros logo que usa o saldo descoberto. Em média, os bancos cobram uma taxa anual de encargos global de 15,9% para um empréstimo de 1.500 euros a três meses (cenário definido por lei), com o BBVA a liderar a lista dos mais baratos: 10,9%, para ordenados acima de 1.500 euros.

Se prevê não poder pagar a dívida nos três a seis meses seguintes, pondere opções que implicam mais burocracia e mais tempo para formalizar (cerca de duas semanas). O crédito com penhor de uma aplicação financeira, como uma conta-poupança ou um fundo de investimento, é mais barato do que o crédito pessoal tradicional, já que o cliente apresenta uma garantia real. Contudo, a aplicação deve ter um valor igual ou superior ao montante do empréstimo e não pode ser movimentada enquanto o crédito estiver activo. Se não tem uma garantia, o crédito pessoal também é uma solução. Além de uma livrança, a maioria dos bancos exige seguro de vida e alguns o de protecção de crédito.

O estudo da Deco revela que os créditos para férias dos bancos e das SFAC raramente são bom negócio. Se puder pagar a prestações numa agência com taxa de juro 0 ou com cartão de crédito, usando o período de crédito gratuito, gasta menos 136 euros num ano do que, por exemplo, na Credibom (empréstimo de 1.500 euros a 12 meses).


Ideias a reter

Férias baratas em seis dicas

-Defina com antecedência um destino, o plano de viagem e o orçamento disponível.

-Compare preços e procure promoções na Net, principalmente na bananatrips.pt. Consulte agências e sítios de viagens. Faça o mesmo para o crédito nas agências e nos bancos.

Ao comprar on-line, pode usufruir de taxas e de preços reduzidos.

-Antes de optar pelo financiamento numa agência com taxa de 0% de juros, verifique se não está a pagar uma viagem mais cara.

-Se possível, seja flexível nos horários e nas datas. As viagens ao fim-de-semana têm maior procura e são mais caras. O mesmo acontece nas épocas normais de férias: Carnaval, Páscoa, Verão e Natal. Se puder viajar em época baixa ou durante a semana, goza de opções mais em conta. Experimente dias e até horas diferentes. Um pacote de férias pode ser mais económico.

-Se viajar de avião, compre passagens de ida e volta, com antecedência. Há boas ocasiões de última hora, mas uma reserva feita com a maior antecipação possível permite preços mais baixos.

-Se recorrer ao crédito, use a TAEG como termo de comparação, pois reflecte o custo real do crédito. O simulador da Deco em www.deco. proteste.pt/taeg faz as contas.

 

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